desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos

A Guerra Nuclear Secreta | 13Mai2009 14:10:00

O equivalente a uma guerra nuclear já aconteceu. Ao longo do último meio século, milhões de pessoas morreram devido a acidentes, experiências, mentiras e encobrimentos da indústria nuclear. Eduardo Gonçalves reuniu vários exemplos e faz a assustadora contagem dos custos totais. 

O cálculo final

Por quantas mortes é responsável a indústria nuclear? Os cálculos dos números de cancros causados por radiação apresentados em seguida são os mais recentes e os mais precisos:

 Rosalie Bertell, autora do clássico “No Immediate Danger” [Nenhum Perigo Imediato], livro recentemente revisto e relançado, tentou elaborar uma lista global de mortes a partir dos dados do próprio estabelecimento nuclear. Os números a que ela chegou são arrepiantes – mas utilizando os cálculos oficiais relativos ao “risco de radiação” publicados em 1991 pela Comissão Internacional de Protecção Radiológica (ICRP) e os dados totais referentes à exposição radioactiva a que está sujeita a população global calculados pelo Comité Científico das Nações Unidas para o Estudo dos Efeitos da Radiação Atómica (UNSCEAR) em 1993, ela chegou a valores terríveis:

      358 milhões de cancros causados pela produção de bombas e realização de testes nucleares

      9,7 milhões de cancros causados por acidentes com bombas e em instalações nucleares

      6,6 milhões de cancros causados por “descargas de rotina” de centrais nucleares (dos quais 5 milhões entre as populações que habitam nas redondezas)

      Cerca de 175 milhões destes cancros podiam ser fatais.

Acrescem a estes números não menos de 235 milhões de pessoas com doenças e defeitos genéticos e o número assombroso de 588 milhões de crianças que nasceram com os chamados “efeitos teratogénicos” – doenças como danos cerebrais, deficiências mentais, espinha bífida, deformações genitais e cancros na infância.

      Além do mais, diz Bertell, deveríamos incluir o problema dos cancros não fatais e de outros danos que são debilitantes mas que não são contabilizados em termos de acesso aos seguros e indemnizações – como os 500 milhões de bebés nado-mortos, por terem sido expostos à radiação quando ainda estavam no útero, mas que não são contabilizados como vítimas “oficiais” da radiação.

      É o que os activistas pela paz e contra o holocausto nuclear sempre alertaram caso irrompesse uma guerra entre as velhas superpotências, no entanto isso já aconteceu e sem que quase nenhum disparo tenha sido efectuado. O número de vítimas é maior do que o de todas as guerras da história juntas e no entanto não há nenhuma vítima contabilizada.

      O seu poder mortífero e mutilador virtualmente infinito leva Rosalie Bertell a reclamar que nós aprendamos uma nova linguagem que expresse uma terrível possibilidade: “O conceito de aniquilação da espécie significa um fim relativamente rápido e deliberadamente induzido da história, cultura, ciência, reprodução biológica e da memória. É a derradeira rejeição humana à dádiva da vida, um acto que requer uma nova palavra para o descrever: omnicídio”.

(http://findarticles.com/p/articles/mi_m2465/is_3_31/ai_73040730)


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