O Congresso Judaico Canadiano organizava grupos nazis | 25Jun2009 16:40:00

Um escritor canadiano judeu está travando uma guerra de palavras com o Congresso Judaico canadiano depois de alegar que a organização apoia e sustenta grupos neo-nazis de modo a fazer com que legislação sobre “crime de ódio” seja passada e de modo a expandir o papel da Comissão de Direitos Humanos no país.
O escritor neo-conservador Ezra Levant alega no seu último livro, Shakedown, que o Congresso Judaico canadense contratou o ex-polícia John Garrity para trabalhar para o Partido Nazi Canadiano nos anos 60. Em 1965 e 1966 Garrity foi posto como responsável por angariar membros para o grupo e transformou a dúzia (ou pouco mais que isso) de membros do “gang de perdidos na vida” num grupo que alcançou imensa cobertura de imprensa.
Essa atenção dos mídia foi utilizada pelo CJC para construir uma ameaça pública discernida o que convenceu o parlamento a limitar a liberdade de expressão no Canadá, afirma Levant. O CJC, que já vinha defendendo restrições na liberdade de expressão no Canadá desde os anos 30, usou a publicidade criada à volta do partido Nazi para fazer lóbi com sucesso quanto à “lei contra o ódio” de 1971 (Secção 319 do Código Criminal). O resultado final foi a promulgação da Secção 13 da Lei Canadiana de Direitos Humanos, a qual “dá poderes à Comissão Canadiana de Direitos Humanos para lidar com queixas relacionadas com a comunicação de mensagens de ódio por telefone ou pela internet.” A alegação de Levant mantém-se no ar há já algum tempo. Garrity confessou-se num artigo em 1966 para a revista Maclean, admitindo que tinha cedido informação sobre membros e doadores ao CJC; contudo, ele não disse que o seu objectivo final era limitar a liberdade de expressão no Canadá.









