Al Gore admite que a maior parte do aquecimento global não foi causado pelo CO2 | 25Nov2009 14:00:52

Gore posicionado para se tornar o primeiro "bilionário do carbono"
Antes de ficarmos demasiado excitados, Gore não está a renunciar ao seu apoio à teoria das alterações climáticas causadas pela actividade humana, mas a sua concessão de que o dióxido de carbono foi responsável apenas por 40% do aquecimento, de acordo com novos estudos, poderá afectar seriamente os esforços que visam a tributação do CO2, esse maléfico gás, produtor de vida, que as pessoas exalam e as plantas absorvem.
"Gore admitiu à Newsweek que esta descoberta podia complicar os esforços no sentido de se chegar a um consenso político quanto à necessidade de limitar as emissões de carbono", relata a BB News.
Ontem referimos como Gore estava posicionado para se tornar o primeiro "bilionário do carbono" à conta dos enormes lucros das empresas que investiram na "revolução verde", nas quais o antigo vice-presidente tem uma forte participação.
Destacámos também a forma como o Chicago Climate Exchange (CCX) tem ligações directas a Al Gore e Maurice Strong, duas figuras estreitamente envolvidas num movimento há muito estabelecido para utilizar a teoria do aquecimento global causado pela actividade humana como um mecanismo para obtenção de lucros e realizar engenharia social. A empresa de investimento de Gore, Generation Investment Management, que vende oportunidades de compensação de carbono, é o maior accionista do CCX.
Gore está posicionado para obter lucros inesperados da sua participação nos sistemas de comércio de emissões de dióxido de carbono que seriam utilizados para gerir o sistema de limitações e comércio, actualmente a ser finalizado para ratificação no Senado, mas o facto de admitir que o CO2 é uma ameaça muito menor do que aquela que os alarmistas do aquecimento global têm defendido pode vir a desferir um golpe final nessa proposta.
Tal como escreve Andrew Bolt no Australian Herald Sun de hoje, esta inversão de ideias "sugere não só que Gore estava errado ao defender que a ciência estava 'resolvida', mas também que os esquemas extremamente caros para 'parar' o aquecimento através do corte das emissões de dióxido de carbono terão menos de metade da eficácia defendida".
"Ao longo dos anos, fui daqueles que se concentraram mais do que tudo no CO2 e creio que isso ainda se justifica", disse Gore à Newsweek. "Mas um plano abrangente para resolver a crise climática tem que alargar o seu enfoque a fim de abranger estratégias para todos os culpados do efeito de estufa identificados no estudo da Nasa".
Gore culpa agora a fuligem e o metano pela maior parte do aquecimento global, deixando a porta aberta para um imposto sobre a pecuária, um imposto sobre a carne, um imposto sobre o leite, etc., etc., até mudar outra vez de ideias e arranjar outro culpado que possa ser tributado.

Em mais uma prova do falhanço quanto à precisão dos avisos de Gore sobre as alterações climáticas, ele agora praticamente abandonou os "factos" científicos a favor da caracterização da sua apresentação de “Uma Verdade Inconveniente” no contexto de um sermão religioso.
"A simples apresentação dos factos não funciona", admite Gore.
É verdade, a igreja do ambientalismo completa o ciclo com a intenção de Gore de introduzir notas espirituais na sua muito desmascarada apresentação, uma jogada que vai chocar a maioria dos cientistas empíricos realistas.
"Fiz um programa de formação cristão [de base cristã]; tenho um programa de formação muçulmano e um programa de formação judaico em preparação e, também, um programa hindu em preparação. Dei formação a 200 pastores cristãos e líderes leigos, aqui em Nashville, sobre uma versão da apresentação em diapositivos que está repleta de referências bíblicas. É, provavelmente, a minha versão favorita, mas não a utilizo muito porque pode ser interpretado como proselitismo”, disse Gore à Newsweek.
Num livro novo no qual tem estado a trabalhar, Gore tenta lidar com o cepticismo rapidamente crescente em relação ao alarmismo do aquecimento global, não através da ciência, mas culpando os próprios pensamentos das pessoas, uma forma kafquiana de se esquivar às responsabilidades, sem igual.
De acordo com o comunicado de imprensa sobre o livro, "entre as abordagens mais originais que Gore faz no livro, uma delas consiste em mostrar aos leitores como a nossa forma de pensar pode ser um entrave à mudança".
"Os nossos própios pensamentos são o inimigo! Não libertem os pensamentos – prendam-nos!”, troça Tim Blair.
Notícia original: 4 Nov 2009, Paul Joseph Watson, Prison Planet.com









