Tamiflu embuste completo; estudos são fraude científica | 24Fev2010 13:37:42

Quando se trata de vender produtos químicos que reivindicam o tratamento da gripe suína H1N1, as opções da indústria farmacêutica resumem-se a duas: vacinas e antivirais. O antiviral mais popular é, de longe, o Tamiflu, um medicamento que na realidade deriva de uma erva da medicina tradicional chinesa chamada anis estrelado.
Mas o Tamiflu não é uma erva. É uma concentração potencialmente fatal de componentes químicos isolados que foram essencialmente biopirateados da medicina chinesa. E quando se isolam e concentram produtos químicos específicos existentes nestas ervas, perde-se o valor (e a segurança) da fitoterapia de espectro total.
Isso não deteve o fabricante do Tamiflu, a Roche, de tentar encontrar um mercado de muitos milhares de milhões de dólares para o seu medicamento. Porém, para entrar nesse mercado, a Roche tinha que desencantar algumas provas de que o Tamiflu era seguro e eficaz.
Roche envolve-se em fraude científica
A Roche afirma que há dez estudos que provam que o Tamiflu é seguro e eficaz. Segundo a empresa, o Tamiflu tem todos os tipos de benefícios, incluindo uma redução de 61% nas hospitalizações de pessoas que apanham a gripe e depois são tratadas com Tamiflu.
O problema com estas afirmações é que elas não são verdadeiras. Foram simplesmente inventadas pela Roche.
Um artigo pioneiro recentemente publicado no British Medical Journal acusa a Roche de enganar os governos e os médicos sobre os benefícios do Tamiflu. Entre os dez estudos citados pela Roche, sabe-se agora que apenas dois foram alguma vez publicados em revistas científicas. E onde estão os dados originais desses dois estudos? Perderam-se.
Os dados desapareceram. Os ficheiros foram eliminados. O investigador de um dos estudos diz que nem nunca viu os dados. A Roche tomou conta de tudo, explica ele.
Assim, a Cochrane Collaboration, encarregada de analisar os dados por trás do Tamiflu, decidiu investigar. Após vários pedidos à Roche para que facultasse os dados originais dos estudos, esta mostrou-se pouco colaborante. O único conjunto de dados completos que receberam foi de um estudo não publicado envolvendo 1447 adultos, que mostrava que o Tamiflu não era melhor do que um placebo. Os dados dos estudos que reivindicavam a eficácia do Tamiflu tinham-se perdido aparentemente para sempre.
Tal como relata The Atlantic, foi nessa altura que antigos empregados da Adis International (essencialmente uma empresa de R.P. das Grandes Farmacêuticas) chocaram o mundo da medicina ao anunciar que tinham sido contratados como escritores fantasma para escrever os estudos para a Roche.
Mas fica melhor ainda: a Roche é que dizia a estes investigadores o que é que eles deviam escrever!
Segundo contou ao British Medical Journal um destes escritores fantasma:
"As descrições do Tamiflu tinham uma lista de mensagens-chave que era necessário introduzir. Essa lista era produzida pelo departamento de marketing [da Roche] perante o qual respondíamos. Na introdução ...eu tinha que dizer que a gripe era um grande problema. Tinha também que chegar à conclusão que o Tamiflu era a resposta".
Por outras palavras, o departamento de marketing da Roche dirigia a parte científica e dizia aos investigadores quais eram as conclusões a tirar dos ensaios clínicos. Os investigadores contratados para conduzir a parte científica eram controlados pelos marionetistas do marketing. Independentemente do que encontrassem na ciência, já tinham sido orientados no sentido de chegarem à conclusão de que "o Tamiflu era a resposta".
Bem, não sei quanto a vós, mas na minha terra chamamos a isto de "fraude científica". E tal como revelado por muitas investigações do NaturalNews, parece ser este o status quo na indústria farmacêutica.
Não é possível confiar em praticamente nenhuma da "ciência" conduzida pelas empresas farmacêuticas porque começa por já nem ser ciência. Não passa de propaganda disfarçada para parecer ciência.
Tristemente, até o CDC foi enganado por este embuste dos ensaios clínicos. Segundo afirmou o autor Shannon Brownlee no The Atlantic:
"...o Centro de Controlo e Prevenção das Doenças (CDC) parecem estar a funcionar numa espécie de universo alternativo, em que a ciência válida já não interessa para a política nacional. As recomendações para a gripe feitas pela agência seguem à risca as reivindicações da Roche de que o medicamento pode salvar a vida - apesar das descobertas da FDA e apesar da falta de estudos que comprovem tais reivindicações. Mais ainda, nem o CDC nem a FDA exigiram os tipos de estudos científicos que poderiam determinar, definitivamente, se as reivindicações da empresa são ou não verdadeiras: que o Tamiflu reduz o risco de complicações graves e salva vidas. Nancy Cox, que chefia o programa da gripe do CDC, disse-nos no início deste ano que é contra um estudo controlado por placebo (no qual metade dos doentes tomaria Tamiflu e a outra metade tomaria um placebo), porque os benefícios do medicamento já estão provados".
Ouviram esta? O CDC não está interessado em testar o Tamiflu porque "os benefícios do medicamento já estão provados". Só que não estão. Mas esta é a forma como a indústria farmacêutica opera:
Passo 1) Fabricar evidência de que o medicamento funciona.
Passo 2) Usar a evidência fraudulenta para obter a aprovação do medicamento.
Passo 3) Usar o medo para criar a procura do medicamento pelos consumidores (e incentivar os governos a fazer reservas dele).
Passo 4) Evitar quaisquer testes científicos reais, reivindicando que já foi provado que o medicamento funciona (e citar os estudos fraudulentos originais para o corroborar).
Esta é a receita que o CDC está presentemente a seguir com o Tamiflu. Claro que é uma receita de estupidez científica e lógica circular, mas isso parece ser estranhamente comum na comunidade médica dos nossos dias.
Até a FDA diz que o Tamiflu não funciona
A FDA, espantosamente, não caiu completamente no embuste do Tamiflu. Exigiu que a Roche imprimisse o seguinte aviso nos rótulos de Tamiflu – um aviso que admite abertamente que nunca se provou que o medicamento funciona:
"Não foi provado que o Tamiflu tenha um impacto positivo nas potenciais consequências (por exemplo, hospitalizações, mortalidade ou impacto económico) da gripe sazonal, aviária ou pandémica".
Mais ainda, segundo declarações de um porta-voz da FDA ao British Medical Journal: "Os ensaios clínicos... não conseguiram demonstrar qualquer diferença significativa nas taxas de hospitalização, complicações ou mortalidade nos doentes que receberam Tamiflu ou placebo".
É a mesma mensagem vezes sem conta, como um disco riscado: o Tamiflu não funciona. E a "ciência" que diz que o Tamiflu funciona, aparentemente foi toda fabricada desde o início.
O escândalo da estocagem de Tamiflu
A má ciência, porém, é suficientemente boa para o governo dos EUA. Com base em pouco mais do que evidência fabricada e propaganda das Grandes Farmacêuticas, o governo dos EUA gastou 1,5 mil milhões de dólares a fazer reservas de Tamiflu. Isto revelou-se um grande negócio para a Roche, mas um fraco investimento para os cidadãos dos EUA que acabaram por ficar a pagar uma valor elevado de dólares por um medicamento que não funciona.
Conforme diz o Atlantic:
"Os governos, as agências de saúde pública e os organismos internacionais como a Organização Mundial de Saúde, todos basearam as suas decisões para recomendar e para se fazerem reservas de Tamiflu em estudos que pareciam independentes, mas que de facto tinham sido financiados pela empresa e cuja autoria pertencia quase inteiramente a empregados da Roche ou a consultores académicos pagos".
Mesmo que o Tamiflu funcionasse, há estirpes de H1N1 resistentes ao Tamiflu actualmente a circular. (ligação para site mencionado não funciona)
O resultado final de tudo isto é que os governos de todo o mundo estão a desperdiçar milhares de milhões de dólares a fazer reservas de um medicamento que não funciona - um medicamento promovido através de propaganda e de fraude científica.
Claro que esta não é a primeira vez que o governo desperdiça o dinheiro dos contribuintes (parece ser o que o governo dos EUA faz melhor), mas este exemplo é especialmente preocupante considerando que tudo isto foi feito com a desculpa de que os remédios naturais são inúteis e que só as vacinas e o Tamiflu nos podem proteger de uma pandemia viral.
Mas afinal o que acontece é que as vacinas e o Tamiflu são inúteis e só os remédios naturais funcionam realmente. É por isso que tantas pessoas informadas em todo o mundo têm estado a fazer reservas de vitamina D, alho, tinturas antivirais e superalimentos para se protegerem de uma potencial pandemia que a maioria dos governos mundiais continuam sem fazer alguma ideia de como evitar.
Notícia original: 14 Dez 2009, Mike Adams, editor de NaturalNews.com
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http://www.naturalnews.com/027734_Tamiflu_Roche.html
Neuraminidase inhibitors for preventing and treating influenza in healthy adults: systematic review and meta-analysis
http://www.bmj.com/cgi/content/full/339/dec07_2/b5106
http://www.theatlantic.com/doc/200912u/tamiflu










