O perigoso mito da sobrepopulação | 06Ago2011 17:18:21

Hoje em dia há uma crença crescente de que muitos dos problemas do mundo estão directamente relacionados com a sobrepopulação. Quer se trate da fome mundial, da escassez de água doce, dos danos que estamos a infligir ao ambiente ou de "alterações climáticas", os que acreditam no mito da sobrepopulação não hesitam em atribuir as culpas por todos esses problemas ao "facto" de haver demasiadas pessoas no mundo. Mais assustadoras ainda são as soluções propostas por muitas dessas pessoas que acreditam que o mundo está sobrepovoado. As soluções propostas incluem mais abortos e serviços de "planeamento familiar", políticas de "um só filho" e esterilizações em massa. De facto, no movimento ambiental radical há mesmo quem insista que precisamos de nos livrar de 80 a 90 por cento da humanidade para "salvar" o ambiente.
O que é triste é que mesmo as Nações Unidas aderiram totalmente ao mito da sobrepopulação. A maioria dos americanos nunca leu nenhum dos relatórios que as Nações Unidas publicam regularmente, mas eles contêm algum material bastante chocante. Em particular, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) apresenta algumas teorias bastante bizarras. Um grande exemplo do que se está a passar aconteceu no ano passado quando o UNFPA publicou o seu Relatório sobre a Situação da População Mundial (anual) intitulado "Enfrentando um mundo em mudança: mulheres, população e clima".
Este relatório chocante foi mais além do que qualquer outro relatório anterior das Nações Unidas no que se refere a associar as alterações climáticas à sobrepopulação. Segundo o relatório, a única forma de evitar uma catástrofe climática de grandes proporções consiste em aumentar drasticamente os serviços de "planeamento familiar" em todo o mundo e de fazer tudo o que for necessário para reduzir as taxas de fertilidade a nível mundial. Numa declaração que acompanhou a publicação do relatório, a directora executiva do UNFPA, Thoraya Obaid, declarou que "o rápido crescimento da população e a industrialização conduziram a um aumento rápido das emissões de gases com efeito de estufa. Chegámos agora a um ponto em que a humanidade se aproxima da beira da catástrofe".
A beira da catástrofe?
É um bocado dramático, não é?
Bem, a verdade é que as pessoas que gerem as organizações globalistas como o UNFPA estão absolutamente convencidas de que as alterações climáticas vão provocar o fim do mundo tal como o conhecemos, a não ser que sejam adoptadas medidas urgentes.
E de acordo com os que acreditam que vem aí uma catástrofe em termos de alterações climáticas, o factor que mais contribui para as alterações climáticas é a sobrepopulação.
Considerem apenas estas citações sobre a ligação entre a sobrepopulação e as alterações climáticas retiradas do relatório do UNFPA...
*"A importância da velocidade e da magnitude do recente crescimento da população no aumento das emissões futuras de gases com efeito de estufa é bem reconhecida pelos cientistas, incluindo os autores dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas."
*"Mesmo assim, os cálculos da contribuição do crescimento da população para o aumento das emissões a nível global produzem um resultado consistente de que a maioria do crescimento passado da população foi responsável por entre 40 e 60 por cento do aumento das emissões."
*"Cada nascimento resulta não só nas emissões atribuíveis a essa pessoa durante a sua vida, mas também nas emissões de todos os seus descendentes. Por conseguinte, as poupanças de emissões dos nascimentos previstos ou planeados multiplicam-se com o tempo."
*"O medo de parecer apoiar o controlo da população fez com que, até há bem pouco tempo, não fosse feita qualquer referência à 'população' no debate sobre o clima. Contudo, alguns participantes no debate sugerem, tentativamente, a necessidade de se considerarem pelo menos os impactos do crescimento da população."
*"Nenhum ser humano é genuinamente "neutro em termos de carbono", especialmente quando todos os gases com efeito de estufa são colocados na equação. Por conseguinte, toda a gente faz parte do problema, portanto, de alguma maneira, toda a gente deve fazer parte da solução."
*"Os programas de planeamento familiar musculados são do interesse de todos os países no que diz respeito às preocupações com os gases com efeito de estufa assim como às preocupações mais amplas em matéria de bem-estar."
Está a atingir?
Este relatório das Nações Unidas utiliza imensa linguagem politicamente correcta vagamente velada para sugerir que, com o fim de combater as alterações climáticas, devem ser implementadas medidas radicais de controlo da população a nível mundial.
E graças a Barack Obama, o UNFPA terá abundância de dinheiro para prosseguir essa agenda.
Pouco depois de assumir o cargo, Barack Obama ordenou que fossem dados 50 milhões de dólares ao Fundo das Nações Unidas para a População.
Assim, não só está o Fundo das Nações Unidas para a População ocupado a promover a sua agenda de controlo da população em todo o mundo, como também utiliza os dólares dos contribuintes americanos para o fazer.
Mas, infelizmente, isto não é um incidente isolado quando se trata da administração Obama. A verdade é que o controlo da população é uma grande prioridade para Obama.
De facto, nas suas observações ao 15.º Aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, indicou que o controlo da população ia agora tornar-se num dos pontos centrais da política estrangeira americana.
Não só isso, mas o principal conselheiro científico de Barack Obama, John P. Holdren, foi efectivamente co-autor de um livro em 1977 no qual defendia esterilizações em massa utilizando o abastecimento de alimentos e de água, implantes corporais obrigatórios que impediriam os casais de ter filhos, abortos forçados para os casais americanos que tentassem ter muitos filhos e uma força policial global para fazer cumprir o controlo da população. Segue-se apenas uma das citações incrivelmente chocantes do livro de Holdren...
“Um programa de esterilização de mulheres após o segundo ou terceiro filho, apesar da dificuldade relativamente maior que esta operação apresenta em relação à vasectomia, poderia ser mais fácil de implementar do que tentar esterilizar os homens.
O desenvolvimento de uma cápsula de esterilização a longo prazo que pudesse ser implantada sob a pele e removida no caso de se pretender engravidar abre possibilidades adicionais ao controlo coercivo da fertilidade. A cápsula podia ser implantada na puberdade e podia ser removida, com autorização oficial, para um número limitado de nascimentos.”
Lembrem-se, este tipo é o principal conselheiro científico de Barack Obama.
Já estão assustados?
O que é triste é que a terra não está de todo sobrepovoada.
Efectivamente, podíamos dar a cada família da terra uma casa com quintal e mesmo assim encaixar todas as pessoas do mundo só no estado do Texas.
Se não fosse toda a ganância e corrupção, haveria imensa comida e imensos recursos para toda a gente.
Os vídeos muito curtos indicados a seguir demonstram quão absurdo realmente é o perigoso mito da sobrepopulação. Estes vídeos foram produzidos pelo Population Research Institute e estão muito bem feitos. Incentivamo-lo a enviar estes vídeos a todas as pessoas que puder... [vídeos disponíveis no link em baixo]
6 Mai 2010
http://endoftheamericandream.com/archives/the-dangerous-myth-of-overpopulation









